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Assim seja, am?m

"Inda me lembro quando m?e dizia:
a paci?ncia e sempre bom guardar
meu pai, ent?o no canto respondia:
o nosso exemplo deve te bastar

Minha m?e calava,
e calada chorava,
e chorando vinha me pegar,
me pegava e abra?ava,
e abra?ando falava
que essa vida eu sei que um dia vai mudar...

A professora me repreendia:
que n?o estuda n?o come merenda,
mas l? em casa meu pai me acudia:
n?o h? ?quele que com fome aprenda

Minha m?e calava,
e calada chorava,...

E de ditado em ditado ouvido,
de dia em dia
a vida encheu seu taco
at? parece que foi mesmo ontem,
inda repito os ditos dos retratos

Minha m?e calava,...

O meu maior t?dio...uma bicicleta
a m?e diz pra ter f? que Deus dar?
Eu do meu canto digo: eu s? fiz isso.
Ent?o sentei aqui pra n?o cansar

Minha mulher se cala,
e calada chora,
e baixinho pede para eu me acalmar.
A n?s, s? resta ? morte
aos nossos filhos toda sorte,
e essa vida eu sei que um dia vai mudar...

E quem quiser que invente outra est?ria,
pois essa est?ria eu j? conhe?o bem.
Acaba sempre de volta ao come?o
? viciada nesse vai e vem...

Ent?o voc? se cala,
e calado chora,
e chorando busca no que acreditar,
e bem baixinho fala,
mas tamb?m s? fala...
essa vida eu sei que um dia vai mudar...

Ent?o voc? se cala,
e calado chora..."


S?...
22.1.04 01:29


OCORR?NCIA

A? o homem s?rio entrou e disse: Bom dia
A? o outro homem s?rio respondeu: Bom dia
A? a mulher s?ria respondeu: Bom dia
A? a menininha no ch?o respondeu: Bom dia
A? todos riram de uma vez
Menos as duas cadeiras, a mesa, o jarro, as flores, as paredes, o rel?gio. a l?mpada, os retratos, os livros, o mata-borr?o, os sapatos, as gravatas, as camisas, os len?os.

Ferreira Gular...

S?...
13.1.04 05:20


Acordar, Viver


Como acordar sem sofrimento?
Recome?ar sem horror?
O sono transportou-me
?quele reino onde n?o existe vida
e eu quedo inerte sem paix?o.

Como repetir, dia seguinte ap?s dia seguinte,
a f?bula inconclusa,
suportar a semelhan?a das coisas ?speras
de amanh? com as coisas ?speras de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua p?rpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que n?o sou?

Ningu?m responde, a vida ? p?trea.

CDA
7.1.04 05:17


Leminskiando

Amor, ent?o,
tamb?m acaba?
N?o, que eu saiba.
O que eu sei
? que se transforma
numa mat?ria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.

Paulo Leminski
5.1.04 02:46


Olhe ao redor
Clarice Lispector

Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de n?s.

N?o temos amado, acima de todas as coisas.
N?o temos aceito o que n?o entendemos porque n?o queremos passar por tolos.
Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas n?o temos um ao outro.
N?o temos nenhuma alegria que j? n?o esteja catalogada.
Temos constru?do catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que n?s mesmos constru?mos, tememos que sejam armadilhas.
N?o nos temos entregue a n?s mesmos, pois isso seria o come?o de uma vida larga e n?s a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de n?s que por amor diga: tens medo.
Temos organizado associa?es e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.
Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salva??o para n?o nos envergonharmos de ser inocentes.
N?o temos usado a palavra amor para n?o termos de reconhecer sua contextura de ?dio, de ci?me e de tantos outros contradit?rios.
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida poss?vel.
Muitos de n?s fazem arte por n?o saber como ? a outra coisa.
Temos disfar?ado com falso amor a nossa indiferen?a, sabendo que nossa indiferen?a ? ang?stia disfar?ada.
Temos disfar?ado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos o que realmente importa.
Falar no que realmente importa ? considerado uma gafe.
N?o temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.
N?o temos sido puros e ing?nuos para n?o rirmos de n?s mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos n?o fui tolo" e assim n?o ficarmos perplexos antes de apagar a luz.
Temos sorrido em p?blico do que n?o sorrir?amos quando fic?ssemos sozinhos.
Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo.
E a tudo isso consideramos a vit?ria nossa de cada dia.
5.1.04 02:16


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